Especial
Introdução
O triste fim de Antônio Pedro Naves
Importância histórica justificava preservação
Antônio Pedro Naves é nome de rua
Uma herança embrulhada
Netos falam do avô
Agora é guerra!
A um passo da destruição
Ministério Público entra com recurso para rever sentença

Entrevistas
Osório Guimarães
Marcondes Nunes
Alaor Ribeiro
Sonia Fontoura
Régia Ferreira
Emmanuel Carapurnala
Idivaldo Odi Afonso

Política de preservação
Preservação do patrimônio garante recursos estaduais
Tombamento não compromete propriedade
Medidas alternativas ajudam na proteção
Iphan é o órgão nacional de proteção
Iepha cuida do patrimônio cultural de Minas
Legislação municipal assegura preservação da identidade

Patrimônio mundial
Diversidade cultural promove diálogo da paz
Conferências da Unesco são instrumentos de proteção
Cidade é documento histórico
Teste de autenticidade desafiou pensamento tradicional

Economia da contemplação

"Temos que voltar a interpretar"
Entrevista com o sociólogo Luís Sérgio Lopes

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Casa da esquina assombrou imaginário popular
Filhas e vizinhos morrem de tuberculose. Mansão é demolida no início do século XX. Nunca mais foi construído nada no terreno desde então. Ninguém tem fotos da casa
(Menção Especial no Prêmio Estímulo à Cidadania / Expocom, 2002)


Edificação histórica é demolida
Na calada do domingo, casa localizada no entorno da Câmara Municipal foi destruída ilegalmente

O fracasso da cultura
As últimas semanas de 2002 foram catastróficas para a consciência histórica de Uberaba

# Informações gerais sobre o autor

andre.azevedo@uniube.br


Alaor Ribeiro
"Palacete caiu por descaso do presidente do Conselho"
Para ex-conselheiro, convênio com órgãos estaduais e federais poderia garantir verba (*)

Juliana Borin

Fachada do antigo cine Royal, na praça Comendador Quintino, foi preservada. Hoje, no local, funciona uma pizzaria. Solução de preservar só a fachada do palacete para a instalação de seu negócio foi proposta a Idivaldo. Mas o proprietário recusou a idéia.
André Azevedo da Fonseca

Por que a casa caiu? "Foi por causa da negligência do presidente do conselho, que deu uma declaração de que não havia recurso pra manutenção da casa, quando na realidade existia", afirmou, em entrevista por telefone, na manhã de 25 de abril, o advogado e ex-conselheiro do Codemphau, Alaor Ribeiro.

Para ele, esses recursos, poderiam ser buscados de forma alternativa, através do Iepha, ou Iphan. Mas, para isso, teria que haver o tombamento. "A própria Secretaria de Cultura de Minas estava interessada em fazer um convênio com o município, como já fez na cidade de Campanha, onde liberou mais de R$300 mil para recuperação de um museu. Mas isso tudo não foi levado em consideração pelo presidente do conselho".

Segundo Alaor, os conselheiros não foram consultados a respeito daquela manifestação de José Thomaz. [quando, em um requerimento, registrou que não detinha verba para o restauro, e que estava ciente da posição da secretaria de obras onde se denota a existência de riscos de desabamento] "Foi, uma manifestação pessoal. Ele não levou em consideração o tombamento, e deu uma declaração aleatória, sem nos ouvir."

Foi um erro o Codemphau deixar de levar em consideração o interesse econômico do proprietário? Para Alaor, "o interesse público prevalece sobre o particular." Mas mesmo assim, segundo ele, não era preciso que Idivaldo sofresse prejuízo. "Havia várias soluções. Uma delas, a mais viável, era permitir que ele instalasse no palacete o negócio que quisesse, mas mantendo a preservação da fachada. Isso tudo foi proposto. O problema dele era a demolição para transformar o terreno em estacionamento." Alaor disse que cabia a Idivaldo, antes de adquirir o imóvel, certificar no Codemphau se existia alguma proteção ou algum interesse do poder público em tombar o imóvel.

Alaor também lamenta o fato de o Conselho não ter participado do mandado de segurança. "Nenhum juiz, se ouvisse o conselho de patrimômio histórico, daria essa sentença. Para jogar no chão uma construção centenária, a coisa precisa de mais cautela."

O ex-conselheiro disse que Idivaldo venceu o Codemphau pelo cansaço. "Eu só não tive um infarto porque eu já tive dois, e já estou acostumado com eles. Mas eu estive pra enfartar. Eu trabalhei muito, acompanhei tudo, porque fui o relator do processo. Foi uma luta insana do conselho, frustrada por uma inconfidência do próprio presidente."

(*) Devido à falta da espaço no jornal de 24 páginas, essa entrevista não foi incluída na edição impressa

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